Paralisação parcial no transporte em Presidente Prudente entra para o segundo dia

Secretaria de Assuntos Jurídicos analisa a possibilidade de aplicação de multa contra a Prudente Urbano por descumprimento de cláusulas contratuais

PRUDENTE - ROBERTO KAWASAKI

Data 17/06/2021
Horário 08:39
Foto: Arquivo/Roberto Kawasaki
Empresa  alega estar sem condições de pagar os funcionários porque está com os cofres vazios
Empresa  alega estar sem condições de pagar os funcionários porque está com os cofres vazios

A paralisação parcial no transporte coletivo urbano em Presidente Prudente entrou nesta manhã para o segundo dia. De acordo com a Prefeitura e a Semob (Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Cooperação em Segurança Pública), até o final da tarde de ontem não houve acordo entre funcionários e a empresa Prudente Urbano .

Conforme o Executivo municipal, o “único retorno” obtido foi de que "ainda não era possível estabelecer acordo com os colaboradores nos termos solicitados pela categoria", que cobra atrasos salariais, assim como ocorreu no mês passado, quando os trabalhadores entraram em greve.

“A Prefeitura, por meio da Semob, informa que, assim que tomou conhecimento da deflagração da greve, notificou e cobrou providências imediatas da concessionária de transporte coletivo para que regularizasse a situação do serviço”, afirma.

Diante da não regularização da situação dos funcionários com a empresa, a Prefeitura esclarece que a Secretaria de Assuntos Jurídicos já está analisando a possibilidade de aplicação de multa contra a Prudente Urbano por descumprimento de cláusulas contratuais.

Diferentemente da última greve, que ocorreu no dia 26 de maio - há menos de 30 dias, os ônibus circulam de maneira parcial. Nos horários de pico, foi disponibilizada 50% da frota, sendo que nos demais períodos circula somente 35% dela. 

Em nota encaminhada a O Imparcial, a Prudente Urbano se posicionou a respeito do cenário. 

"[A empresa] tem agido para que os funcionários recebam seus salários, com total transparência de acordo com suas receitas, conforme acordado em última audiência. Apesar de todas as dificuldades, a empresa empenha total esforços para manter a operação do transporte coletivo municipal, serviço de caráter essencial, entanto, vivencia as dificuldades de um desequilíbrio financeiro contratual, sem medida efetiva por parte do Poder Público para reequilibra-lo garantindo a remuneração dos trabalhadores e o serviço aos cidadãos. Por fim, a empresa lamenta os transtornos".

Cofres vazios

Em entrevista a O Imparcial na manhã de ontem, o secretário de Mobilidade Urbana, major Luiz Edson de Souza, disse que a empresa  alega estar sem condições de pagar os funcionários porque está com os cofres vazios - situação que, segundo informado à pasta, tem sido acompanhada pelos trabalhadores desde o dia 31 de maio.

O acompanhamento da receita de arrecadação com o transporte público por parte dos funcionários foi decidido em audiência juntamente com a secretaria. 

“Contudo, a gente entende que ela, mesmo tendo demonstrado aos funcionários que não tem condições por estar recebendo pouco, primeiramente tem compromisso com a sociedade e segundo tem compromisso com os funcionários, não que eles sejam menos importantes, mas que também tenham o direito de resposta. E eles têm o direito do salário deles, até porque estão sem o pagamento”, explica o secretário.

“A gente entende que não é uma atitude correta da empresa, que tem que arcar com os compromissos”. 

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